Ginecologia · São Bernardo do Campo
Contracepção sem alarme no celular
DIU e implante hormonal avaliados caso a caso, com a Dra. Maria Roberta Bali, ginecologista e obstetra.
Dra. Maria Roberta Bali · Ginecologista e Obstetra · CRM-SP 206298 · RQE 118206
O preço que não aparece na bula
O alarme toca, e o medo de ter esquecido vai junto o dia inteiro
Engolir a pílula é a parte fácil. O resto é alarme no meio da reunião, cartela contada antes da viagem, frio na barriga quando o ciclo atrasa e você refazendo a semana inteira na memória.
Essa vigilância diária tem nome: carga mental. Ela é invisível até para quem carrega, e vira o preço que o anticoncepcional de todo dia cobra da sua cabeça.
Existe um grupo de métodos que a ginecologia chama de contracepção de longa duração, e é o caso do DIU e do implante hormonal. A lógica deles é outra: em vez de depender de você lembrar todo dia, eles ficam funcionando por anos. Qual deles serve para o seu caso é o que se avalia na consulta.
Não são a mesma coisa
DIU e implante agem de jeitos diferentes
O implante hormonal
Um bastonete fininho colocado no braço, embaixo da pele, que libera hormônio pelo corpo.
O DIU
Fica dentro do útero. Existe a versão com hormônio concentrado ali e a versão de cobre, sem hormônio nenhum.
E o seu corpo entra nessa conta. O que caiu bem para a sua amiga pode incomodar você, porque experiência emprestada não examina ninguém. O que decide entre um e outro são coisas que só aparecem de perto: como é o seu ciclo, como o seu corpo já reagiu a hormônio, o que o seu exame mostra e o que você planeja para os próximos anos.
Por isso duas mulheres com a mesma dúvida podem sair com métodos diferentes, e as duas bem escolhidas.
O que costuma travar a decisão
Quatro coisas que você provavelmente já ouviu
"Ficar sem menstruar faz mal?"
Não é sangue guardado. Todo mês o útero monta uma camada interna, o endométrio, e a menstruação é essa camada descamando. No DIU hormonal, a ação concentrada no útero deixa o endométrio bem fino: camada fina, pouco para descamar. Cada método tem o seu padrão, e nenhum deles acumula sangue.
"DIU não é para quem nunca teve filho"
Essa informação envelheceu. Já foi regra comum, e a ginecologia se atualizou: mulheres que nunca engravidaram também podem usar DIU. O que ficou foi o exame de cada caso, como tem que ser.
"E se eu ganhar peso?"
Esse medo quase sempre nasce de relato, e relato conta o depois e esconde o resto. Ganho de peso importante não é o esperado, nem com o DIU hormonal nem com o implante. Se o peso mudou de verdade, isso merece investigação: sono, fase hormonal, o seu dia a dia.
"E se eu quiser engravidar depois?"
DIU e implante são métodos reversíveis. Eles evitam a gravidez enquanto estão no lugar e param de evitar quando saem: retirou, a fertilidade volta a ser a sua. Essa volta não tem data marcada, porque cada corpo tem o seu tempo.
A pergunta que mais adia
Colocar DIU dói? Varia, e existe plano
Varia com coisas suas: com a sensibilidade do seu colo do útero, com a sua ansiedade naquele dia, com a sua história. Tem mulher que sente mais, tem mulher que sente menos, e nenhuma das duas está errada.
O que existe do lado médico é preparo e manejo da dor: analgesia, anestesia local e, em situações específicas, sedação. Na consulta, vocês desenham juntas como vai ser a sua inserção, antes de qualquer decisão.
Como funciona
Primeiro a conversa, depois o exame, e só então a decisão
- Ouvir a sua históriaO que você já usou, como o seu corpo respondeu, o que incomoda hoje e o que você planeja para os próximos anos.
- ExaminarO seu caso de hoje, e não a regra que alguém aplicou em você anos atrás.
- Comparar os métodos com vocêDIU e implante colocados lado a lado com o seu histórico, até sobrar o que faz sentido para o seu caso.
- Decidir juntasCom cada opção explicada, inclusive o porquê de alguma delas não servir para você.
- Acompanhar depoisMétodo colocado é método acompanhado: retorno marcado, posição conferida e a troca programada na data certa, sem morar na sua cabeça.
A consulta dura mais ou menos uma hora.
Quem assina
Dra. Maria Roberta Bali
Ginecologista e obstetra, com atendimento na Clínica O3, em São Bernardo do Campo. Climatério e menopausa são a especialização dela, o que pesa quando a contracepção precisa ser lida junto com a fase que o seu corpo está vivendo.
Ela ajuda quem nunca se acertou com o anticoncepcional a encontrar o método que combina com a sua vida.
Ginecologista e Obstetra · CRM-SP 206298 · RQE 118206
Perguntas
O que as pacientes mais perguntam
Depois dos quarenta eu ainda preciso de anticoncepcional?
Enquanto a menopausa não se confirma, existe fertilidade possível, mesmo com o ciclo bagunçado. Nessa fase a escolha pede mais atenção, porque o corpo está em transição: hormônio, sono e ciclo se mexendo juntos. É aí que o DIU e o implante entram na conversa, lidos junto com o momento que você está vivendo.
Um médico já me disse que eu não podia usar DIU. Vale reavaliar?
Um não sem explicação tem dois problemas: você não sabe se ele valia para o seu corpo ou se era regra da época, e ele congela no tempo. O seu corpo mudou, a ginecologia mudou, e o não ficou parado mandando na sua contracepção. Se ele ainda valer, você sai entendendo o porquê. Se não valer mais, você sai com caminho.
Quem confere o DIU depois que ele entra?
O DIU tem um sistema de conferência. O fio fininho dele você mesma aprende a checar em casa. No retorno, a médica confere de novo e, se o caso pedir, tem ultrassom. E se vier um sinal diferente, cólica que muda ou sangramento fora do padrão, você volta e o caso é olhado. Longa duração e acompanhamento andam juntos.
DIU ou implante: como decidir?
Não em comparativo de internet, porque tabela não tem o seu histórico. O cruzamento é o trabalho da consulta: o seu caso de um lado, os dois métodos do outro, até sobrar o seu.
Onde fica o atendimento?
Na Clínica O3, na Rua Antônio Campanha, 151, Jardim Maria Adelaide, em São Bernardo do Campo, SP.
Para terminar
A decisão que ficou parada
O seu entendimento andou: os mitos caíram, a dor virou assunto com plano, a escolha virou caso a caso. O que sobrou não está na sua cabeça, está na sua agenda.
Traga a sua dúvida do jeito que ela está, que essa conversa termina com você.